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A Semente e a Onça é um projeto de longa-metragem de ficção em fase de desenvolvimento e captação de recursos.

O projeto teve seu desenvolvimento contemplado pelo Prêmio Catarinense de Cinema 2023 - Edição Especial Paulo Gustavo e participou do TrasnforME, mercado audiovisual.

LOGLINE

Em um futuro desertificado, Suzana, uma jovem operadora de máquinas agrícolas, aceita contrabandear agrotóxicos para ajudar sua irmã doente, mas ao cruzar o caminho com Milagros, uma hacker uruguaia à quem dá carona, e o caminhão ser apreendido, ambas são forçadas a viver uma inevitável jornada de fuga, descobertas e vingança.

O filme é uma odisseia pelo sul da america latina, em um futuro indesejado, porém provável.

TEMÁTICAS

O filme explora a emergência climática e os impactos do agronegócio baseado na monocultura e no uso de químicos, destacando a luta por terra no campo e as alternativas sustentáveis, como a agroecologia. Aborda também o ciberativismo, a desigualdade tecnológica gerada pela inteligência artificial e as existências queer e dissidentes, refletindo sobre as tensões sociais e ambientais de um mundo em transformação.

SINOPSE

Em um futuro marcado pela desertificação, Suzana trabalha como operadora de máquinas agrícolas em uma fazenda de milho industrial no interior de Santa Catarina. A propriedade pertence a Douglas Júnior, que recém herdou as terras do pai e está começando a tomar conta de seu próprio jeito. Suzana vive em uma antiga casa com sua mãe, Nera, empregada doméstica do dono da fazenda, e sua irmã mais nova, Lulu, que tem uma grave doença respiratória. Em uma região onde hospitais públicos já não existem e a medicina é mediada por sistemas virtuais, elas descobrem que apenas um medicamento raro e caro pode salvar a vida da menina.


Desesperada por dinheiro, Suzana aceita uma proposta arriscada de Douglas Júnior: viajar até a fronteira com a Argentina para buscar uma carga clandestina destinada a aumentar os lucros da fazenda. Sua mãe se opõe, dizendo que é muito perigoso, mas a jovem vai embora sem avisá-la. Durante a viagem, o pneu do caminhão fura e, ao ser ameaçada pelo borracheiro, Suzana é ajudada por Milagros, uma jovem uruguaia de visual punk, que é artista de rua. Ela então aceita dar carona para a desconhecida.


No caminho de volta, o caminhão é interceptado pela polícia, que as faz de reféns. As duas conseguem escapar, abandonando o veículo e a carga, mas Milagros leva um tiro na perna. Sem dinheiro, sem transporte e agora procuradas, iniciam uma jornada de sobrevivência pelos territórios áridos do sul do país.


Em busca de abrigo e comida, acabam invadindo uma pequena propriedade isolada. Suzana e Milagros são capturadas por duas senhoras idosas que cuidam do local e são obrigadas a permanecer e trabalhar na terra. Aos poucos, a desconfiança dá lugar à convivência, e as jovens descobrem que as senhoras, Berta e Carmela mantêm vínculos com antigos movimentos sociais e redes de resistência espalhadas pelo continente. Ali, as jovens recebem alimento, cuidado e valiosos aprendizados sobre agroecologia e formas diferentes de se relacionar com a terra. Quando Milagros se recupera de seu ferimento, ela decide seguir sua viagem, indo até a capital e convida Suzana para acompanhá-la, dizendo que lá ela poderia conseguir dinheiro para ajudar a irmã. 


Escondidas em um trem de carvão, chegam a um esconderijo habitado por três figuras queer. Ali Milagros revela que faz parte de uma rede hacker, que as abriga na capital. O grupo propõe que Suzana seja motorista no plano de um grande ciberataque contra uma corporação química responsável por diversos crimes de devastação ambiental. Em troca, Suzana receberia o dinheiro necessário para ajudar a irmã. Ela aceita, mas quando tenta entrar em contato com Lulu e não obtém resposta, é tomada pela angústia. Abandona a operação, rouba um carro do grupo e retorna para casa. 


Ao chegar, encontra a mãe e os trabalhadores da fazenda reunidos em luto: Lulu morreu após ser forçada a trabalhar para Douglas. Consumida pela revolta, Suzana lidera uma insurreição contra Douglas Júnior. Ela e os trabalhadores invadem sua mansão, espalhando agrotóxicos pelos cômodos. Suzana afoga com veneno o patrão que dormia no quarto. O grupo sai e incendeia a propriedade, que se ergue em chamas.

A Semente e a Onça é um filme de ficção cientifica de estrada, que apresenta um futuro próximo e distópico, que reflete sobre o presente de nossa sociedade.

ESTRUTURA NARRATIVA, GÊNEROS E REFERÊNCIAS

A Semente e a Onça é um roteiro de ficção de gênero, formulado a partir da estrutura narrativa clássica. Nesse sentido, trata-se de uma jornada do herói, em contexto latino-americano e feminino, em um universo distópico e futurista. Objetiva-se, com essa estrutura, comunicar-se com diferentes públicos e também acessar espaços comerciais de salas de cinema. Os gêneros articulados aqui são a ficção científica, o road movie, o filme policial e de ação, com elementos de sátira social e comédia.

Algumas das referências são: “Madalena” (Madiano Marcheti, 2021), “Boi Neon” (Gabriel Mascaro, 2015),  "Bacurau" (Kleber Mendonça Filho, 2019), "Las Hijas del Fuego" (Albertina Carri, 2019), "Thelma & Louise" (Ridley Scott, 1992), "Y Tu Mamá También" (Alfonso Cuarón, 2001), além do cinema de ficção científica de baixo orçamento de Adirley Queirós.
 

PRIMEIRO TEASER DE PESQUISA DO PROJETO

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